PORQUE SOMOS UM PONTO  DE CULTURA ?

      O Terreiro A Casa do Príncipe – Ilê Axé Omo Aladê, situado no bairro de Cassange, em Salvador, desenvolve contribuições culturais, sociais e religiosas de grande relevância para o território, afirmando-se como espaço de preservação da ancestralidade, educação comunitária e cuidado coletivo. Por meio do Projeto Èkó Ilé Òrìṣà, o terreiro promove uma pedagogia ancestral baseada na oralidade, na ética do cuidado, no respeito à natureza e na transmissão dos saberes afro-religiosos, alcançando crianças, jovens e adultos da comunidade.

      O Sabajé Cultural, enquanto prática ritual e solidária, articula fé e ação social, mobilizando a arrecadação e a partilha de alimentos, fortalecendo vínculos comunitários e reafirmando o axé como princípio de vida, cura e dignidade. As rodas culturais realizadas aos pés do jogo constituem momentos de partilha de saberes, cantos, danças e narrativas ancestrais, funcionando também como espaços de diálogo, escuta e enfrentamento ao racismo religioso, fortalecendo identidades negras e afro-religiosas no território.

     Além disso, A Casa do Príncipe exerce papel fundamental no acolhimento espiritual, na orientação social, na defesa dos direitos dos povos de terreiro e na valorização do patrimônio cultural imaterial afro-brasileiro, consolidando-se como referência comunitária em Cassange, onde espiritualidade, cultura e ação social se entrelaçam na promoção da vida, da memória e da justiça social.

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O que é a Política Nacional de Cultura Viva?

   A Política Nacional de Cultura Viva - PNCV é uma política pública de Estado gerida de forma compartilhada pela SCDC/MinC em parcerias intergovernamentais e com governos estaduais, distrital, municipais, grupos e instituições culturais, gestores e produtores culturais e sociedade civil, para articular, capacitar e fomentar ações realizadas por entidades, coletivos e agentes culturais em suas comunidades, bem como apoiar, valorizar, reconhecer, dimensionar e divulgar as culturas e os fazeres culturais em seus diferentes territórios.

   Surgiu com o antigo Programa Cultura Viva (2004) e sua origem remonta à Constituição Federal de 1988, que estabelece o dever do Estado (Poder Público de todas as esferas) em garantir ao cidadão o pleno exercício dos direitos culturais e o acesso às fontes da cultura nacional, além do fomento, valorização e incentivo à produção, difusão e circulação de conhecimento, a universalização do acesso aos bens e serviços culturais e a cooperação entre os entes federados, os agentes públicos e privados atuantes na área cultural, entre outros (CF/88, art. 216-A, § 1º, incisos I a IV).

   Assim, por meio da Lei nº 13.018, de 22/07/2014, que institui a PNCV, a Cultura Viva caracteriza-se como a primeira política de base comunitária do Sistema Nacional da Cultura (SNC) e alcança grande dimensão nacional e internacional, sendo ainda a base para a criação do Programa IberCultura Viva em 2014 - sendo, atualmente, uma referência para políticas culturais de base comunitária em vários países da América Latina.